quinta-feira, 7 de junho de 2007

ALUNO VERSUS PROFESSOR

Por Waldemar Setzer
"Há algum tempo, recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova.
Tratava-se de avaliar uma questão de física, que recebera nota zero.
O aluno contestava tal conceito, alegando que merecia nota máxima pela resposta, a não ser que houvesse uma "conspiração do sistema" contra ele.
Professor e aluno concordaram em submeter o problema a um juiz
imparcial, e eu fui o escolhido.
Chegando à sala de meu colega, li a questão da prova que dizia: "Mostre como se pode determinar a altura de um edifício bem alto com o auxílio de um barômetro".
A resposta do estudante foi a seguinte: "Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante-o, medindo o comprimento da corda; este comprimento será a altura do edifício."
Sem dúvida era uma resposta interessante e de alguma forma correta, pois satisfazia o enunciado. Por instantes vacilei quanto ao veredicto.
Recompondo-me rapidamente, disse ao estudante que ele tinha forte razão para ter nota máxima, já que havia respondido à questão completa e corretamente. Entretanto, se ele tirasse nota máxima, estaria caracterizada uma aprovação em um curso de física, mas a resposta não
confirmava isso. Sugeri, então, que fizesse uma outra tentativa para responder a questão.
Não me surpreendi quando meu colega concordou, e sim quando o estudante resolveu encarar aquilo que eu imaginei seria um bom desafio. Segundo o acordo, ele teria seis minutos para corresponder à questão, isto após ter sido prevenido de que sua resposta deveria mostrar, necessariamente algum conhecimento de física.
Passados cinco minutos ele não havia escrito nada, apenas olhava
pensativamente para o forro da sala. Perguntei-lhe então se desejava desistir, pois eu teria um compromisso logo em seguida e não tinha tempo a perder. Mais surpreso ainda fiquei quando o estudante anunciou que não havia desistido. Na realidade, tinha muitas respostas, e estava
justamente escolhendo a melhor. Desculpei-me pela interrupção e solicitei que continuasse. No momento seguinte, ele escreveu essa resposta: "Vá ao alto do edifício, incline-se numa ponta do telhado e solte o barômetro, medindo o tempo (t) de queda desde a largada até o toque com o solo. Depois, empregando a fórmula h=(1/2)gt2, calcule a altura do edifício."
Perguntei então ao meu colega se ele estava satisfeito com a nova resposta e se concordava com a minha disposição em conferir praticamente a nota máxima à prova. Concordou, embora sentisse nele uma expressão de descontentamento, talvez inconformismo.
Ao sair da sala, lembrei-me que o estudante havia dito ter outras respostas para o problema. Embora já sem tempo, não resisti à curiosidade e perguntei-lhe quais eram essas respostas.
"Ah!, sim" - disse ele - "há muitas maneiras de se achar a altura de um edifício com a ajuda de um barômetro." Perante minha curiosidade e a já perplexidade de meu colega, o estudante desfilou as seguintes explicações:
"Por exemplo, num belo dia de sol pode-se medir a altura do barômetro e o comprimento de sua sombra projetada no solo, bem como a do edifício. Depois, usando-se uma simples regra de três, determina-se a altura do edifício".
"Um outro método básico de medida, aliás bastante simples e direto, é subir as escadas do edifício fazendo marcas na parede, espaçadas da altura do barômetro. Contando o número de marcas, ter-se-á a altura do edifício em unidades barométricas".
"Um método mais complexo seria amarrar o barômetro na ponta de uma corda e balançá-lo como um pêndulo, o que permite a determinação da aceleração da gravidade (g). Repetindo a operação ao nível da rua e no topo do edifício, tem-se dois g's, e a altura do edifício pode, a princípio, ser calculada com base nessa diferença".
"Finalmente" - concluiu - "se não for cobrada uma solução física para o problema, existem outras respostas”. Por exemplo: Pode-se ir até o edifício e bater à porta do síndico. Quando ele aparecer, diz-se: "Caro Sr. Síndico, trago aqui um ótimo barômetro; se o Sr. me disser a altura
desse edifício, eu lhe darei o barômetro de presente".
A essa altura, perguntei ao estudante se ele não sabia qual era a resposta "esperada" para o problema. Ele admitiu que sabia, mas estava tão farto com as tentativas dos professores de controlar o seu raciocínio e cobrar respostas prontas com base em informações mecanicamente arroladas, que ele resolveu contestar aquilo que considerava, principalmente, uma farsa."
O texto nos convida a uma reflexão sobre o processo avaliativo. Em primeiro lugar chamamos a atenção sobre a forma de elaborar uma pergunta.
Se a pergunta não for clara e precisa, ela permite muitas respostas,
todas "corretas", embora diferentes das "esperadas" por quem perguntou. ...

Dieta do tipo sanguineo A

TIPO SANGÜINEO A
A dieta do tipo sanguíneo foi desenvolvida pelo americano Peter J. D'Adamo, que a popularizou através do livro A Dieta do seu Tipo Sanguíneo. Essa dieta prega que se deve ter uma alimentação diferenciada para cada tipo de sangue. Ela baseia-se na teoria de que o tipo sanguíneo determina funções digestivas, estruturas imunológicas e que alguns alimentos podem causar emagrecimento ou aumento de peso. Desta forma, se a pessoa seguisse uma dieta correta para o seu tipo de sangue ela emagreceria, ficaria mais saudável e ainda evitaria várias doenças.
O livro a dieta do tipo sangüíneo é um grande sucesso de vendas mundial e gerou uma indústria rentável, não só com a venda de livros, mas também de outros produtos e suplementos alimentares elaborados especificamente para cada grupo de sangue. Na mesma escala de seu sucesso a dieta do tipo sangüíneo gerou controvérsias e acusações de ser pseudociência nociva. Além de médicos e biólogos apresentarem discordância quanto à teoria por trás da dieta do tipo sangüíneo, nutricionistas declaram preocupação pelo fato dela restringir grupos alimentares para determinados tipos de sangue, tornando a alimentação desequilibrada. Apesar disso, a dieta do tipo sangüíneo pode apresentar resultados práticos de perda de peso para muitas pessoas devido à limitação de alguns grupos de alimentos.Vida longa, saúde, vigor e peso ideal são metas de todas as pessoas. Uma vida saudável também é influenciada pelo tipo sangüíneo de cada um. É ele que determina a sensibilidade para doenças, o nível de energia, a queima de calorias e a reação emocional ao estresse. O conhecimento do grupo de sangue também favorece melhor compreensão do estado de saúde geral. Mas o que talvez nem todos saibam é que também se pode determinar a compatibilidade ou não da pessoa com certos alimentos, que reagem de maneiras diferentes no organismo, pelo líquido que corre em nossas veias: é a dieta do tipo sanguíneo.
Idealizada pelo naturopata (naturopatia é um segmento alternativo que acredita que o corpo deve se manter equilibrado para desenvolver dispositivos de cura) Peter D´Adamo, a dieta do tipo sangüíneo mostra o que é bom ou não consumir de acordo com os quatro grupos principais (A, B, AB e O). Os alimentos, segundo a dieta de D´Adamo, são divididos em três categorias: benéfico (alimento que atua como remédio, capazes de prevenir e tratar doenças), neutro (atua como alimento mesmo) e nocivo (atua como veneno ao organismo, podendo causar ou agravar doenças).
Como a lista dos alimentos é muito extensa, separamos os principais que devem ser consumidos ou evitados. A relação traz apenas alguns itens e serve como uma referência. Por volta de 38% da população tem esse tipo sangüíneo. Com o início das práticas agrícolas, esse grupo foi um dos primeiros a evoluir (por causa do consumo de vegetais). As pessoas pertencentes a esse segmento saem-se melhor como vegetarianos. O aparelho digestivo é sensível, com dificuldades para decompor as proteínas e gorduras de origem animal, pois produzem menos suco gástrico. Essas pessoas são mais sensíveis a doenças do coração, ao câncer e ao diabetes. Alimentos como proteínas de soja, grãos, legumes, comidas frescas, orgânicas, peixes e frutas são muito importantes. O sistema imunológico é tolerante e reage melhor ao estresse com atividades relaxantes. Prefira Carnes: avestruz, frango, peru .
Peixes e frutos do mar: bacalhau fresco, salmão fresco, sardinha, trutaDerivados do leite: leite e queijo de soja, tofuFrutas: abacaxi, ameixa, cereja, figo, limão, amora, damascoVerduras: acelga, alcachofra, brócolis, cebola, cenoura, espinafreCereais, massas e pães: farinhas de centeio, arroz, soja e aveia, pão de farinha de sojaEviteCarnes: bovina, carneiro, cordeiro, pato, porco, vitela Peixes e frutos do mar: camarão, caviar, caranguejo, marisco, mexilhão, ostra, polvoDerivados do leite: creme de leite, sorvete, leite magro e integral, manteiga, requeijãoFrutas: banana, laranja, manga, papaia, cocoVerduras: berinjela, repolho, tomateCereais, massas e pães: Creme e germe de trigo, farinha de trigo integral, pão preto, pão integral, farinha brancaAlimentos que estimulam a perda de peso: abacaxi, verduras, óleos vegetais, feijão de soja e pratos com soja.Alimentos que estimulam o aumento de peso: carne, feijão mulatinho, produtos do leite, trigo (em grandes quantidades).
BIBLIOGRAFIA:ADAMO,J.D’Peter.A Dieta do Tipo Sangüíneo.Ed.Campus,11ª Ed.2004.